* Fevereiro,25-Carlos Zeferino Pinto Coelho-morte do chefe do Partido Legitimísta.
Partido que defendia os direitos sucessórios de D.Miguel, cuja causa pretendia após o triunfo liberal, ser dispensado do juramento aos Braganças reinantes que reivindicavam desde o tempo de D.Maria II.Estrategicamente alinhavam com as teses do Partido Progressista.
* Março,16-Decreto que regulamenta o trabalho das mulheres e dos menores.
A idade legal para trabalhar passa para os 16 anos para os homens e 21 anos par as mulheres.
Proibição das mulheres trabalharem mas primeiras 4 semanas após o parto.
Fábricas que empregassem mais de 50 mulheres, eram obrigadas a instalar uma creche a menos de 300 metros do local de trabalho.
Previa-se a possibilidade das mães se ausentarem do trabalho, par amamentarem os filhos.
Iniciativas legislativas por iniciativa do então Ministro das Obras Públicas Dr. Bernardino Machado.
Este blog é uma remodelação dum outro com o mesmo nome no seguinte endereço http://domcarlosprimeiro.blogspot.com/
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Acontecimentos no ano de 1893-2ºparte
- O novo governo de Hintze Ribeiro
A demissão do governo de Dias Ferreira, significou o fim das soluções extra partidárias tentadas por D.Carlos I, voltado a designar governos de cariz partidário, neste caso procurou solução no âmbito do partido Regenerador.
Naturalmente o nome indicado seria o de Serpa Pimentel, mas o convite é dirigido a Hintze Ribeiro para a chefia do governo,que se iria encarregar igualmente da pasta dos Estrangeiros, enquanto para a importante pasta do Reino surgia o nome de João Franco.
Homens diferentes, Hintze açoriano e Franco beirão, caracterizado pelo sotaque que fazia as delicias da imprensa da oposição chamando-lhe o XOÂO.
Ambos bacharéis em direito pela Universidade de Coimbra, singraram rapidamente na política.
Ribeiro, mais velho 6 anos, sóbrio e grave era inexcedível em colocar um problema, metódico e claro. Franco, um grande orador, eloquente e de discurso fácil.
Finalmente, diga-se que as suas relações eram más, nem se falavam.
Aparentemente, João Franco, parecia á partida melhor colocado, para a chefia de um novo governo regenerador, por força da sua melhor colocação, junto da corte de influência do rei, onde pontificava a figura de Carlos Ávila (o Carlotinha) filho do conde de Valbom, um dos mais célebres lideres da esquerda portuguesa.
A razão porque D.Carlos preferia um governo Regenerador era porque, era esse partido que detinha a maioria no parlamento, muito embora Serpa Pimentel lhes não tivesse autoridade, enquanto líder do partido, daí com certeza a motivação de D.Carlos em convidar alguém que fosse minimamente credível no parlamento.
Segundo Rui Ramos António de Serpa Pimentel, terá amuado, por ter sido marginalizado, tentando negar ao governo a qualidade de Regenerador.
Para o professor Adelino Maltez, o rei terá convidado Serpa Pimentel e este é que terá recusado, por ser na altura administrador da companhia dos Caminhos de Ferro do Norte e Leste.
De qualquer forma o governo criado, não foi um governo Regenerador, foi mais uma vez um governo que se pretendia de compromisso, englobando antigos Regeneradores e também antigos Progressistas.
Augusto Fuschini,(Finanças) e Bernardino Machado(Obras públicas), maçons e com credenciais esquerdistas.
Neves Ferreira(Ultramar e Marinha) antigo governador de Moçambique
Completavam o leque governamental Pimentel Pinto(Guerra) e António Castelo Branco (Justiça), sobrinho de Camilo Castelo Branco.
Assim foi criado a 23 de Fevereiro de 1893 o 5º governo de D.Carlos I
* Fevereiro,20-Comício autonomista nos Açores no Teatro Micaelense.
Falar de autonomia açoriana é referir a figura de Duarte de Andrade Albuquerque Bettencourt , um grande proprietário, aparentado com as grandes famílias da ilha de São Miguel, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi um dos mais influentes políticos do Partido Regenerador. Porém aderiu aos ideais autonomistas, contra as indicações do seu partido, sendo eleito por aclamação membro da Comissão Autonómica de Ponta Delgada durante este comício autonomista realizado no Teatro Micaelense de Ponta Delgada.
Na sequência desses acontecimentos, viria a integrar a lista autonomista que concorreu às eleições gerais de 15 de Abril de 1894 (30.ª legislatura da Monarquia Constitucional Portuguesa) pelo círculo eleitoral de Ponta Delgada, sendo eleito deputado.
Naturalmente o nome indicado seria o de Serpa Pimentel, mas o convite é dirigido a Hintze Ribeiro para a chefia do governo,que se iria encarregar igualmente da pasta dos Estrangeiros, enquanto para a importante pasta do Reino surgia o nome de João Franco.
Homens diferentes, Hintze açoriano e Franco beirão, caracterizado pelo sotaque que fazia as delicias da imprensa da oposição chamando-lhe o XOÂO.
Ambos bacharéis em direito pela Universidade de Coimbra, singraram rapidamente na política.
Ribeiro, mais velho 6 anos, sóbrio e grave era inexcedível em colocar um problema, metódico e claro. Franco, um grande orador, eloquente e de discurso fácil.
Finalmente, diga-se que as suas relações eram más, nem se falavam.
Aparentemente, João Franco, parecia á partida melhor colocado, para a chefia de um novo governo regenerador, por força da sua melhor colocação, junto da corte de influência do rei, onde pontificava a figura de Carlos Ávila (o Carlotinha) filho do conde de Valbom, um dos mais célebres lideres da esquerda portuguesa.
A razão porque D.Carlos preferia um governo Regenerador era porque, era esse partido que detinha a maioria no parlamento, muito embora Serpa Pimentel lhes não tivesse autoridade, enquanto líder do partido, daí com certeza a motivação de D.Carlos em convidar alguém que fosse minimamente credível no parlamento.
Segundo Rui Ramos António de Serpa Pimentel, terá amuado, por ter sido marginalizado, tentando negar ao governo a qualidade de Regenerador.
Para o professor Adelino Maltez, o rei terá convidado Serpa Pimentel e este é que terá recusado, por ser na altura administrador da companhia dos Caminhos de Ferro do Norte e Leste.
De qualquer forma o governo criado, não foi um governo Regenerador, foi mais uma vez um governo que se pretendia de compromisso, englobando antigos Regeneradores e também antigos Progressistas.
Augusto Fuschini,(Finanças) e Bernardino Machado(Obras públicas), maçons e com credenciais esquerdistas.
Neves Ferreira(Ultramar e Marinha) antigo governador de Moçambique
Completavam o leque governamental Pimentel Pinto(Guerra) e António Castelo Branco (Justiça), sobrinho de Camilo Castelo Branco.
Assim foi criado a 23 de Fevereiro de 1893 o 5º governo de D.Carlos I
* Fevereiro,20-Comício autonomista nos Açores no Teatro Micaelense.
Falar de autonomia açoriana é referir a figura de Duarte de Andrade Albuquerque Bettencourt , um grande proprietário, aparentado com as grandes famílias da ilha de São Miguel, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi um dos mais influentes políticos do Partido Regenerador. Porém aderiu aos ideais autonomistas, contra as indicações do seu partido, sendo eleito por aclamação membro da Comissão Autonómica de Ponta Delgada durante este comício autonomista realizado no Teatro Micaelense de Ponta Delgada.
Na sequência desses acontecimentos, viria a integrar a lista autonomista que concorreu às eleições gerais de 15 de Abril de 1894 (30.ª legislatura da Monarquia Constitucional Portuguesa) pelo círculo eleitoral de Ponta Delgada, sendo eleito deputado.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Morte de Rosa Araújo-Um Político como já não há

Filho dum rico comerciante, desde novo se interessou pela política veementemente discutida na confeitaria de seu pai, na rua de S. Nicolau, (nos actuais números 44 e 48) em Lisboa, levando-o a participar na revolução da Maria da Fonte em 1846 e a sócio do Clube dos Camilos.
Grande militante do associativismo, era membro de várias entidades que mais serviços prestavam aos mais desfavorecidos.
A Confeitaria conhecida pela Confeitaria Cocó, vêm do tempo do seu avô, pelo facto dele chamar da porta da sua loja os rapazes que por ali passavam para lhes dar um rebuçado, um cocó, como ele dizia.
Mais tarde este apodo passou a nomear a gloriosa especialidade da casa – os célebres pastéis de ovos finíssimo e gostosíssimo folhado, obra-prima da doçaria nacional.
Foi vereador da câmara de Lisboa, depois seu Presidente, estando associado à reformulação da Avenida da Liberdade, que tinha outra configuração arquitectónica do tempo do Passeio Público pombalino.
Um dia, em 24 de Julho de 1879, inauguraram-se as obras do grande empreendimento com a demolição do Teatro Variedades e da velha Praça do Salitre. Vinte e dois contos, (…) foi a quantia que a Câmara despendeu com a expropriação daqueles dois edifícios e foi também a quantia que ela ficou a dever, na ocasião, ao presidente da sua vereação. Depois procedeu-se à demolição dos prédios da rua do Salitre, rua que chegava até à das Pretas, e em seguida à dos que existiam na praça da Alegria de Baixo.
Rosa Araújo, tinha uma grande fortuna herdada de seu pai, não só através da referida confeitaria, como também duma casa bancária que estabelecera na rua do Arco Bandeira em Lisboa, porém a sua extrema bondade fazia com que a sua bolsa estivesse sempre aberta aos que dela necessitavam. de tal forma que a fortuna chegou a estar muito comprometida, levando-o quase à pobreza.
Imagine o funeral deste homem, falecido em 26 de Janeiro de 1893, com apenas 52 anos. O primeiro enterro que teve licença de passar pelo centro da Avenida da Liberdade foi o do próprio José Gregório da Rosa Araújo.
A confeitaria lá continuou a fazer o seu negócio, a vender os seus afamados folhados com doce de ovos, os seus inimitáveis cocós, primeiro sob a administração do Tribunal do Comércio, depois, e por longos anos, como propriedade de Isidro Mendes da Silva, antigo empregado da casa, que em certa altura a trespassou a Tomaz Ferreira de Lima a quem sucedeu sua viúva que teve como associado na gerência da casa o Sr. Baptista Pinto.
Em 1938 fechou as suas portas; contava 105 anos de idade. Hoje está lá um bar e para vergonha desta cidade onde entre os seus defeitos ou as suas qualidades ainda avulta a inconsciência, os seus proprietários adoptaram para título comercial os apelidos do antigo presidente da Câmara Municipal! Bar Rosa Araújo! Como isto por não nos poder indignar, nos confrange.
( publicado do blog da Junta de Freguesia de São José
Acontecimentos no ano de 1893-1ºparte
- Janeiro,01-Oliveira Martins publica o artigo “El-rei D.Carlos”.
(para ver notícia de referência clicar aqui)
- Janeiro,14-Morte de José Falcão
Teórico republicano publicou em 1884 a Cartilha do Povo um documento importante da propaganda republicana bem como vários artigos e o próprio Manifesto.
Proposto para deputado em 1892 a morte aos 51 anos veio por fim à sua vida
- Fevereiro,01-Fundado o periódico católico Correio Nacional,
domingo, 19 de junho de 2011
Acontecimentos no ano de 1892-4ºparte
- Outubro-Festa Comemorativa do 4º Centenário da descoberta da América.
- Outubro,23-Eleições gerais de deputados-regeneradores renovam a maioria obtida em Março de 1890.
No circulo de Lisboa os republicanos obtém 25 % dos votos, e elegem Jacinto Nunes e João Chagas por acumulação de votos, sendo os outros eleitos Rodrigues de Freitas pelo Porto e Teixeira de Queirós por Santiago do Cacém
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Acontecimentos no ano de 1892-3ºparte
- A duquesa de Palmela Maria Luísa de Sousa Holstein, funda as cozinhas económicas
- Julho,04-D.Amélia recebe a Rosa de Ouro concedida pelo Papa ás Rainhas católicas.
A partir da segunda metade do século XX, as concessões da Rosa de Ouro tornaram-se mais raras, e foram todas conferidas a lugares, a maioria a santuários. Assim, a outorga da Rosa de Ouro pode ser considerado um grande privilégio.
A maior parte das Rosas de Ouro foram fundidas por seus destinatários, para reutilização do ouro, com fins monetários. Os exemplares antigos que subsistem são poucos
>>>>> Discurso de Pio XII quando da atribuição da Rosa de Ouro à catedral de Goa
É com vivo prazer que vemos esta luzida assistência, à austera cerimónia que estamos para realizar e que consagra a extraordinária distinção que a Santa Sé Apostólica quer dar à Catedral da nobre cidade de Goa para ser conservanda no Santuário do Bom Jesus, e nela à Nação fidelíssima. Não é a primeira vez que a Portugal cabe tão honorífica distinção. Bastaria lembrar a Rosa de oiro que Nosso grande predecessor Leão XIII mandou em 1892 à saudosa Rainha D. Amélia; e antes dela a Rosa de oiro concedida à igreja de S. Antonio de' Portoghesi, uma das duas igrejas que na cidade de Roma compartilham esta glória com as grandes basílicas.
Mas Nós nesta hora lembramos especialmente a Rosa de oiro que por bem duas vezes o grande Pontífice Leão X mandou a Dom Manuel primeiro, pelos insignes serviços prestados à causa da fé, com a venturosa epopéia do Oriente; epopéia que preparou o campo e forneceu os meios que tornarem possível o maravilhoso apostolado de S. Francisco Xavier; o qual por sua vez havia de ser o melhor expoente e o mais prodigioso realizador da vocação missionária de Portugal.
(Discurso do papa Pio XII em 1953)
Morte de Lopo Vaz de Sampaio e Melo

Lopo Vaz de Sampaio e Melo nasceu a 29 de Setembro de 1848, no concelho de Sabrosa,
e veio a falecer em 20 de Março de 1892.
Terminando a licenciatura em Direito, prosseguiu os estudos para obter o grau de doutor, que,no entanto, viria a interromper por ter sido eleito deputado na legislatura de 1870, pelo Partido Reformista. Quando foi reeleito em 1877, por via e uma eleição suplementar, já fazia parte das fileiras do Partido Regenerador.
Em 1880, foi alvo de uma grave doença e, aconselhado a experimentar a medicina estrangeira, visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, onde recolheu novos conhecimentos
sobre as práticas destes países em todos os assuntos que se podiam relacionar com a sua
posição burocrática.
Quando, em 25 de Março de 1881, António Rodrigues Sampaio foi chamado a constituir gabinete, convidou-o para ministro dos Negócios da Fazenda, após a recusa de Fontes Pereira de Melo. À frente dessa pasta, que sobraçou até 11 de Novembro de 1881, apoiou, com subsídios, um grupo de bancos do Porto a construir a linha férrea de Barca de Alva a Salamanca, sob o pretexto de obviar aos prejuízos que a Linha da Beira Alta podia causar à cidade nortenha, ao desviar o tráfego para a Figueira da Foz. Procedeu, ainda, à reforma da Contabilidade Pública, pela Carta de Lei de 25 de Junho, cujo legado se prolongou pelo século XX.
Regressou às funções ministeriais em 24 de Outubro de 1883, após uma reestruturação que
colocou na liderança do executivo Fontes Pereira de Melo. Abraçando, então, a pasta da Justiça, procedeu à reforma do Código Penal, antes de sair por ocasião da demissão do chefe do Governo, em 12 de Fevereiro de 1886.
Após a morte inesperada de Fontes Pereira de Melo, em 1887, assume um papel preponderante na vida interna do Partido Regenerador, ao ponto de recair em si a escolha daquele que viria a sero novo líder, António de Serpa Pimentel.
Na sequência do Ultimatum inglês, de 11 de Janeiro de 1890, que levou à demissão do governo progressista e à subida ao poder do Partido Regenerador, voltou a assumir a pasta
da Justiça, num período especialmente atribulado, a que respondeu com medidas de repressão.
É disso expressão a reforma da Lei da Imprensa, decretando-se a suspensão dos jornais em caso de abuso e a supressão por reincidência, e a firmeza com que tentou conter o povo
de Lisboa e Porto, o que lhe motivou os mais veementes protestos, sem lograr obter os resultados desejados.
A sua demissão – como, de resto, de todo o gabinete – viria a ocorrer em Setembro seguinte, motivada pela promulgação de um acordo com a Inglaterra.
No entanto, voltou às responsabilidades governativas em Maio de 1891, como ministro
dos Negócios do Reino e da Instrução Pública do executivo extrapartidário chefiado pelo
general João Crisóstomo, mas logo se viu privado do exercício das suas funções devido
a problemas de saúde, facto que o levou a ausentar-se da capital para tratamentos.
Quando retomou as pastas de que havia sido incumbido, pouco tempo restaria até à queda
do governo, que durou apenas sete meses.
Pelo meio, o seu estado de saúde agravara-se, sobrevivendo por pouco tempo ao fim da sua
última experiência governativa.
Foi, também, vogal do Supremo Tribunal Administrativo e par do Reino.
e veio a falecer em 20 de Março de 1892.
Terminando a licenciatura em Direito, prosseguiu os estudos para obter o grau de doutor, que,no entanto, viria a interromper por ter sido eleito deputado na legislatura de 1870, pelo Partido Reformista. Quando foi reeleito em 1877, por via e uma eleição suplementar, já fazia parte das fileiras do Partido Regenerador.
Em 1880, foi alvo de uma grave doença e, aconselhado a experimentar a medicina estrangeira, visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, onde recolheu novos conhecimentos
sobre as práticas destes países em todos os assuntos que se podiam relacionar com a sua
posição burocrática.
Quando, em 25 de Março de 1881, António Rodrigues Sampaio foi chamado a constituir gabinete, convidou-o para ministro dos Negócios da Fazenda, após a recusa de Fontes Pereira de Melo. À frente dessa pasta, que sobraçou até 11 de Novembro de 1881, apoiou, com subsídios, um grupo de bancos do Porto a construir a linha férrea de Barca de Alva a Salamanca, sob o pretexto de obviar aos prejuízos que a Linha da Beira Alta podia causar à cidade nortenha, ao desviar o tráfego para a Figueira da Foz. Procedeu, ainda, à reforma da Contabilidade Pública, pela Carta de Lei de 25 de Junho, cujo legado se prolongou pelo século XX.
Regressou às funções ministeriais em 24 de Outubro de 1883, após uma reestruturação que
colocou na liderança do executivo Fontes Pereira de Melo. Abraçando, então, a pasta da Justiça, procedeu à reforma do Código Penal, antes de sair por ocasião da demissão do chefe do Governo, em 12 de Fevereiro de 1886.
Após a morte inesperada de Fontes Pereira de Melo, em 1887, assume um papel preponderante na vida interna do Partido Regenerador, ao ponto de recair em si a escolha daquele que viria a sero novo líder, António de Serpa Pimentel.
Na sequência do Ultimatum inglês, de 11 de Janeiro de 1890, que levou à demissão do governo progressista e à subida ao poder do Partido Regenerador, voltou a assumir a pasta
da Justiça, num período especialmente atribulado, a que respondeu com medidas de repressão.
É disso expressão a reforma da Lei da Imprensa, decretando-se a suspensão dos jornais em caso de abuso e a supressão por reincidência, e a firmeza com que tentou conter o povo
de Lisboa e Porto, o que lhe motivou os mais veementes protestos, sem lograr obter os resultados desejados.
A sua demissão – como, de resto, de todo o gabinete – viria a ocorrer em Setembro seguinte, motivada pela promulgação de um acordo com a Inglaterra.
No entanto, voltou às responsabilidades governativas em Maio de 1891, como ministro
dos Negócios do Reino e da Instrução Pública do executivo extrapartidário chefiado pelo
general João Crisóstomo, mas logo se viu privado do exercício das suas funções devido
a problemas de saúde, facto que o levou a ausentar-se da capital para tratamentos.
Quando retomou as pastas de que havia sido incumbido, pouco tempo restaria até à queda
do governo, que durou apenas sete meses.
Pelo meio, o seu estado de saúde agravara-se, sobrevivendo por pouco tempo ao fim da sua
última experiência governativa.
Foi, também, vogal do Supremo Tribunal Administrativo e par do Reino.
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